Em entrevista ao podcast da TV Câmara, a diretora de Proteção e Defesa Civil, Priscila de Oliveira, apresentou as ações do órgão para o período de estiagem.
Com a chegada do inverno, cresce a preocupação com a estiagem, o tempo seco e o aumento do risco de queimadas. Para explicar como o município se prepara para enfrentar esses meses, a TV Câmara Santo André recebeu Priscila de Oliveira, diretora de Proteção e Defesa Civil de Santo André, em novo episódio de seu podcast.
Uma operação para o período seco
Segundo a diretora, a Defesa Civil mantém ações específicas voltadas ao período de estiagem. Em 2026, a Operação Estiagem foi reforçada com foco em resiliência, alertas climáticos e medidas preventivas, com início em 1º de junho e atenção voltada a um período tradicionalmente concentrado entre junho e setembro. De acordo com Priscila, o plano contempla os principais riscos da estação, como a baixa umidade relativa do ar, o frio intenso, o calor extremo e o aumento das queimadas.
Os riscos do tempo seco
Conforme explicou a diretora, agosto e setembro concentram maior atenção, quando a vegetação fica mais seca e os incêndios florestais se tornam mais frequentes. Entre as áreas de maior cuidado, ela citou o Parque Natural Municipal do Pedroso, a região do Montanhão, o núcleo Cata Preta e o Parque Guaraciaba, próximo ao Morro da Kibon. Priscila também alertou para o risco de incêndios em residências, sobretudo em áreas mais vulneráveis, provocados por velas, aquecedores improvisados e instalações elétricas sobrecarregadas. A soltura de balões, conduta caracterizada como crime pela legislação ambiental, foi apontada como outra ameaça relevante à extensa área verde do município.
A Defesa Civil somos todos nós.
Priscila de Oliveira, diretora de Proteção e Defesa Civil de Santo André
Tecnologia e monitoramento
A diretora destacou o avanço do monitoramento climático nos últimos anos. Segundo ela, o município conta com uma rede de 26 estações meteorológicas automáticas, além de pluviômetros e câmeras de monitoramento, apoiada por um centro de gerenciamento de riscos e desastres. Priscila afirmou que a Defesa Civil utiliza inteligência artificial para predição de inundações e alagamentos, tecnologia já reconhecida em premiações e associada a índices elevados de assertividade. O monitoramento também é compartilhado com a população, que pode acessar câmeras em tempo real em pontos de rios, córregos e vias sujeitas a alagamentos pelo portal da Defesa Civil.
Prevenção e conscientização
Segundo a diretora, o departamento organiza suas ações em frentes de atendimento e de prevenção de desastres. A Defesa Civil realiza treinamentos de combate a princípios de incêndio com servidores e com moradores de comunidades próximas a áreas vulneráveis, além de promover ações de conscientização em escolas, consideradas essenciais para formar, desde cedo, uma cultura de prevenção. Priscila também citou a instalação de Hidro Estações, pontos de fornecimento de água potável organizados em parceria com o Semasa e a Secretaria de Meio Ambiente para os dias de calor e baixa umidade.
Uma responsabilidade compartilhada
Um dos pontos enfatizados pela diretora foi o papel da própria população na prevenção. Segundo Priscila, em situações de desastre costumam ser os moradores os primeiros a chegar ao local, o que torna o conhecimento e a preparação da comunidade decisivos. Ela orientou a população a acompanhar diariamente a previsão do tempo, a evitar áreas de risco durante as chuvas e a jamais tentar atravessar pontos de alagamento. A diretora lembrou ainda que a Defesa Civil emite alertas por um canal de WhatsApp e está disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano, pelo telefone 199, além do número (11) 4433-0052. Segundo ela, o departamento está entre os mais antigos do estado de São Paulo e completa 50 anos em 2026.
Assista à entrevista completa no canal da TV Câmara Santo André no YouTube e acompanhe os trabalhos da Casa pelo portal Câmara Sem Papel.
Texto: Comunicação Institucional