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Podcast com a diretora do Procon de Santo André explica como evitar golpes bancários

Fraudes bancárias: aprenda a identificar sinais de golpe e manter suas informações seguras no dia a dia. Confira o podcast com a diretora do Procon de Santo André, Aline Romanholli.

As fraudes e os golpes financeiros deixaram de ser um problema pontual e passaram a fazer parte da rotina de quem usa banco pelo celular, recebe boletos por e-mail ou faz compras pela internet. No mais novo episódio do podcast da TV Câmara Santo André, a advogada e diretora do Procon de Santo André, Aline Romanholli, explicou como esses crimes funcionam, por que tanta gente cai e quais passos seguir para se proteger e reagir. Para ela, a melhor defesa continua sendo a informação.

O consumidor informado é o consumidor consciente.

Aline Romanholli, diretora do Procon de Santo André

O que são fraudes e golpes bancários

Segundo a diretora, fraudes e golpes bancários podem ocorrer de diferentes formas: em transações não reconhecidas, uso indevido de cartões, boletos adulterados, invasão de contas ou em situações em que o consumidor é induzido a realizar uma operação por meio de engenharia social. O serviço bancário é alcançado pelo Código de Defesa do Consumidor, aplicado às instituições financeiras segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em casos de fraude, a responsabilidade do banco pode ser reconhecida quando houver falha na prestação do serviço ou risco próprio da atividade bancária, sempre considerando a análise do caso concreto. Não por acaso, instituições financeiras aparecem com frequência entre os setores mais reclamados nos órgãos de defesa do consumidor. No Procon-SP, por exemplo, assuntos financeiros e habitacionais estiveram entre os principais grupos de reclamações em 2024.

Como os golpes chegam até você

Os golpes circulam por SMS, ligações telefônicas, e-mails, WhatsApp e sites falsos. A diretora chamou atenção para a chamada engenharia social, técnica em que o golpista monta um cenário convincente para manipular a vítima psicologicamente e levá-la a clicar, confirmar dados ou pagar uma taxa. Hoje, alertou, criminosos chegam a clonar páginas inteiras de bancos e lojas, boletos habituais e até vozes, com uso de inteligência artificial. Aline reforçou que nenhum perfil está imune: pessoas instruídas e familiarizadas com tecnologia também são alvos, porque o golpe age sobre a emoção, a pressa e a expectativa de vantagem.

Sinais de alerta e como se prevenir

A diretora listou cuidados simples que reduzem o risco no dia a dia. Desconfie de ofertas boas demais e de mensagens com senso de urgência, do tipo “é agora ou nunca”. Antes de finalizar uma compra, verifique se o endereço do site é oficial e confira o CNPJ, a reputação da empresa, o tempo de existência do domínio e as reclamações registradas. Sempre que possível, acesse boletos, faturas e ofertas diretamente pelo aplicativo ou site oficial da empresa, sem clicar em links recebidos por mensagem. Ative também a verificação em duas etapas no WhatsApp. E, diante de qualquer contato inesperado em nome de um banco ou de um advogado, confirme pelo canal oficial e habitual antes de tomar qualquer atitude.

O que fazer se você caiu em um golpe

Se a fraude já aconteceu, Aline recomenda agir rápido. O primeiro passo é comunicar o banco imediatamente, contestar a transação e pedir o bloqueio preventivo de novas movimentações, quando necessário. Em casos envolvendo Pix, o consumidor deve solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED. Em seguida, registre um boletim de ocorrência, que pode ser feito pela internet na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, e guarde todas as provas: capturas de tela das conversas, dos links e dos indícios do golpe. A diretora orienta ainda formalizar a reclamação no banco e procurar o Procon, que pode intermediar administrativamente a demanda contra o fornecedor. Caso haja pedido de indenização por dano moral ou discussão judicial sobre ressarcimento, o caminho indicado é o Juizado Especial Cível ou a orientação de um advogado de confiança.

Onde buscar ajuda em Santo André

O Procon de Santo André presta atendimento ao consumidor andreense e também orienta de forma preventiva, antes mesmo de o problema acontecer. Para ser atendido, o munícipe precisa comprovar residência na cidade. O órgão atende presencialmente de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, mediante agendamento pelo site da Prefeitura, na Avenida José Caballero, 143, Vila Bastos. Também há atendimento e orientações pelo e-mail procon@santoandre.sp.gov.br e pelo telefone 3356-9200.

Os números do problema

Para dimensionar o cenário, a diretora apresentou dados sobre o avanço das fraudes no Brasil. Segundo levantamento da Febraban citado no programa, o prejuízo com golpes financeiros no país chegou a R$ 10,1 bilhões em 2024, alta de 17% em relação a 2023. Outro levantamento apontou que, entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo Pix ou boletos bancários.

O ritmo dessas tentativas impressiona. Em novembro de 2024, levantamento da Serasa Experian registrou mais de 1 milhão de tentativas de fraude evitadas no país, o equivalente a uma tentativa a cada 2,5 segundos. Pesquisa da Febraban divulgada em 2025 reforça a dimensão do problema: 39% dos brasileiros afirmaram já ter sido vítimas de golpe ou tentativa envolvendo conta bancária.

Mais do que assustar, os dados servem de alerta para um cuidado que está ao alcance de todos: parar, desconfiar e checar antes de clicar. Assista ao episódio completo no canal da TV Câmara Santo André e acompanhe outros conteúdos que ajudam o cidadão a se informar e se proteger.

Assista a este e a outros episódios no canal da TV Câmara Santo André no YouTube e acompanhe a tramitação legislativa pelo portal Câmara Sem Papel.

Texto: Comunicação Institucional

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