Em episódio do podcast da TV Câmara de Santo André, o fundador do Projeto Locomotiva contou como a iniciativa usa o ensino gratuito de música para abrir oportunidades a crianças, adolescentes e pessoas idosas.
O terceiro setor foi o tema de episódio do podcast da TV Câmara de Santo André, que recebeu o maestro Rogério Schuindt, fundador do Projeto Locomotiva. Na conversa, ele apresentou a iniciativa, que oferece ensino gratuito de música, e falou sobre a própria trajetória até transformar a paixão pelo instrumento em um trabalho social.
Um projeto que nasceu em 2008
Segundo o fundador, o Projeto Locomotiva começou em 2008, em Santo André, com uma pequena turma inicial. Hoje, a iniciativa atende centenas de alunos em diferentes polos, com ensino gratuito de música e fornecimento de instrumentos. As atividades acontecem de segunda a sexta-feira e têm como base a prática coletiva, em que o aluno aprende integrado à dinâmica de orquestra, organizado por naipes de instrumentos. Mantida pela Associação Locomotiva João Ramalho, organização sem fins lucrativos qualificada como OSCIP, a iniciativa fornece os instrumentos aos participantes.
Da paixão pessoal ao trabalho social
Natural de Santo André, Rogério relatou que teve contato com a música desde a primeira infância, por influência da família, e começou os estudos formais aos seis anos. Contou que, na adolescência, a música passou de obrigação a paixão e o ajudou a se afastar de caminhos de risco. Ainda de acordo com seu relato, optou por cursar faculdade de música, trabalhou em um projeto social semelhante na capital e, em 2008, decidiu levar a iniciativa para a própria cidade.
A música como ferramenta de transformação
Um dos pontos centrais da conversa foi o impacto do projeto na vida dos participantes. Rogério afirmou que a maioria dos atendidos está em situação de vulnerabilidade e que famílias, professores e escolas relatam mudanças de comportamento após o ingresso dos alunos. Ele mencionou ainda estudos que associam a prática musical ao desenvolvimento cognitivo e emocional. No episódio, foi destacado o caso de uma participante da turma voltada ao público 60+, que, em depoimento exibido no programa, afirmou ter encontrado na música acolhimento após a perda do marido, experiência que ela definiu como uma forma de “cura”.
Da inclusão à formação profissional
Rogério Schuindt contou que parte dos alunos seguiu carreira na música. De acordo com o fundador, ex-estudantes passaram a integrar orquestras da região e da capital, e outros se tornaram professores e maestros dentro do próprio projeto. Ele afirmou que a iniciativa se expandiu para novos polos e frentes de atuação, dentro e fora de Santo André, e que emprega mais de cem profissionais, a maioria remunerada. Entre as frentes recentes está a Orquestra Master 60+, voltada ao público idoso, que completou um ano em 2025 e já reunia dezenas de participantes, segundo relatório do projeto.
Números que contam a história
De acordo com dados divulgados pelo próprio projeto, mais de 4.550 alunos já passaram pela iniciativa desde a fundação. São mais de 800 apresentações realizadas, um público estimado em mais de 300 mil pessoas e cerca de 320 instrumentos disponibilizados aos participantes.
Como participar
Segundo o projeto, as inscrições são abertas a crianças, adolescentes e pessoas idosas, conforme a disponibilidade de vagas. Para crianças e adolescentes, os responsáveis devem apresentar documentação pessoal e escolar, conforme as orientações divulgadas pela instituição. Não é preciso ter conhecimento prévio de música nem instrumento próprio. Os canais oficiais, incluindo site, Instagram e YouTube, além do endereço da sede, foram informados durante o episódio.
Assista ao episódio completo no canal da TV Câmara Santo André e conheça de perto as histórias que passam pela Casa.
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Texto: Comunicação Institucional